segunda-feira, 28 de março de 2016

Paladino Dourado





Histórico:


Athos Braveheart nasceu numa noite chuvosa, no quarto dos fundos de um prostíbulo, na Zona Portuária de Umbar. Sua mãe (Constance) morreu no parto, poucos minutos depois de lhe dar a luz. Seu pai, obviamente, ninguém sabe quem é...

Segundo as meninas que trabalhavam com Constance, nunca se viu um bebê tão lindo!

Pele branca e macia (como neve recém-caída); traços delicados (alguns diriam élficos); cabelos dourados (como raios de sol, numa manhã fria de inverno); e seus olhos eram duas esmeraldas!

O menino órfão cresceu nas ruas e tavernas de Umbar - sobrevivendo graças à caridade das meretrizes e corsários; enquanto aplicava pequenos golpes e trambiques...

O tempo passou, o garoto cresceu e soube como poucos dominar a arte da sedução!

Braveheart não se movia pela alma feminina, mas sim pelo seu corpo. Não havia truques escondidos na conquista - pois o seu segredo estava precisamente na sinceridade do seu desejo. Por isso, Athos também não fazia promessas nem quebrava corações (apenas prometia-lhes prazer). E era muito bom nisso! Não foram poucas as mulheres de Umbar que passaram por sua cama...

Vivia como um libertino, entregue aos prazeres carnais e etílicos!

Até que seus caminhos se cruzaram com o caminho do casal Draugluin...

Brandir Draugluin era um poderoso guerreiro Noldor de Mithlond (Portos Cinzentos); que chegou à cidade para proteger um rico comerciante de produtos élficos (armas e armaduras de Mithrill). Quis o destino que, desta vez, Brandir trouxesse sua esposa Lothìriel; e que ambos se hospedassem na mesma Taverna frequentada por Athos Braveheart...

Athos apaixonou-se perdidamente por aqueles olhos azuis-turquesa...

Tentou todas as suas táticas e estratégias para seduzi-la, sem sucesso...

Ele nunca havia sentido nada assim...

Na quinta noite após a chegada do casal, Athos ouviu que a missão élfica estaria encerrada - e que antes do amanhecer, o galeão retornaria para Mithlond. Desesperado, Braveheart correu até a Estalagem onde os Draugluin estavam hospedados; e com sua espada em punho, desafiou Brandir para um duelo pela mão de sua linda esposa!

Arrogante, o guerreiro Elfo decidiu "ensinar-lhe uma lição"...

De fato, Brandir era um excelente espadachim! Ele já havia lutado em guerras e derrotado grandes guerreiros (inclusive Anões e Humanos); e obviamente não seria um "pirralho" que o derrotaria...

Tal qual um gato torturando sua presa, Brandir se divertia durante a luta (humilhando-o). Athos parecia uma criança com uma espada de madeira, tentando atingir um paladino...

Mas Braveheart conhecia aquele deck de madeira como ninguém...

E aproveitando-se do descuido de seu oponente; conseguiu mover as tábuas soltas (derrubando-o não chão). Surpreso, Brandir tentou se levantar - mas Athos foi mais rápido; e utilizando de um método desonesto; jogou areia em seus olhos, cegando-o por alguns segundos...

Foi o suficiente para que o elfo abaixasse sua guarda...

Permitindo que a Adaga Vermelha de Braveheart fosse cravada em sua nuca!

Lothìriel chegou ao porto poucos segundos depois de seu marido cair no chão (já sem vida).

Athos jamais se esqueceu de seu grito de dor...

E nem do ódio visceral de seu olhar...

Todas as noites, este grito se repete em seus pesadelos (como uma maldição).

Os Altos Elfos da comitiva vinda dos Portos Cinzentos iniciaram as homenagens póstumas ao colega morto - retirando-lhe a armadura e preparando seu corpo para ser cremado. Athos aproveitou-se do luto élfico para cometer o "maior crime de sua vida": furtou a bela Armadura Dourada de sua vítima!

Tamanho desrespeito aos mortos não passou impune: Braveheart tornou-se o criminoso mais procurado de todo o sul da Terramédia!

Mercenários interessados na recompensa oferecida por sua cabeça iniciaram uma caçada implacável; obrigando Athos a vagar pelo mundo (evitando as grandes cidades) por anos a fio...

Durante estas andanças, ele ouviu falar de Bri...

Localizada na encruzilhada entre a Estrada Norte (Caminho Verde, ligando Tharbad a Fornost Erain) e a Grande Estrada do Leste (ligando Mithlond às Montanhas Sombrias); a pequena e pacífica cidade ergue-se nas encostas da Colina. Compreende cerca de cem casas dos Homens (feitas de pedras firmes); e nem tantas residências dos Hobbits (geralmente escavadas na própria Colina). Uma sólida cerca viva e um fosse, com um portão de cada lado da passagem para a Grande Estrada do Leste, protegem-na dos (poucos) perigos...

Os Homens de Bri estão entre os últimos remanescentes dos Primeiros Homens que habitaram Eriador (os Homens da Terra Parda, dos quais se separaram há séculos - mas com quem ainda mantém comércio ao longo da Estrada Norte; são seus parentes mais próximos). Já os Hobbits de Bri chegaram mais tarde. Bri é o mais antigo povoamento Hobbit que ainda sobrevive na Terramédia. A presença dos Hobbits ali data de não muito depois deles terem atravessado as montanhas a oeste das Terras Ermas. Foi a partir de Bri que, 300 anos depois, partiram os Hobbits que colonizaram o Condado...

Trata-se de uma terra agradável e pacífica, pouco povoada, com muitas fazendas e terras cultivadas; entrecortadas por florestas e riachos de águas límpidas...

Seu principal (senão único) atrativo é a Estalagem do Pônei Saltitante. Seu proprietário (Cevado Carrapicho) garante que ela serve as melhores comidas e as melhores cervejas entre as Montanhas e o Mar; além de uma cama confortável para os viajantes e comerciantes cansados das longas jornadas...

Aproveitando-se da fama de credulidade dos habitantes de Bri, Athos espalhou boatos sobre um "nobre Cavaleiro humano, amigos dos Elfos, que estaria chegando à região... cansado após uma vida de batalhas contra as forças das trevas". Ele soube usar muito bem sua lábia para convencer os fazendeiros e viajantes mais humildes (e os mais estúpidos) sobre a coragem e a bravura do "Paladino Dourado" - dando-lhe um aspecto quase "divino"!

E a tática funcionou!

Quando Athos Braveheart surgiu no horizonte, nas primeiras horas da manhã, usando sua reluzente Armadura Dourada e cavalgando seu lendário Cavalo de Guerra chamado Tormenta; todos os moradores vieram saudar o "Grande Herói"!

Donzelas suspiravam pelos seus cabelos dourados e olhos profundos...

Homens e Hobbits ouviam empolgados os seus feitos no campo de batalhas...

Crianças aplaudiam e acompanhavam cada passo do "Paladino Dourado"!

O melhor aposento da Estalagem do Pônei Saltitante tornou-se sua morada...

E ele pôde consumir toda a cerveja e vinho que conseguiu beber!

Mas com o tempo, a "novidade" foi deixando de ser "novidade"...

E até o Estalajadeiro Cevado Carrapicho começou a se cansar do "herói"...

Eis que Athos teve outra "brilhante ideia"!

Durante a noite, ele mesmo invadia as casas e furtava objetos de valor... para que, durante o dia, a população precisasse novamente de seu Herói (para livrá-los desta "terrível onda de crimes")!

Mais uma vez, utilizou-se da "técnica dos boatos", para espalhar histórias fantásticas sobre um tal de "Lorde Storm" (responsável por organizar um imensa guilda de ladrões, assassinos e criminosos). Jogue 2d6 para conhecer um dos boatos acerca do "Lorde Storm":

02) Lorde Storm é, na verdade, uma criatura das trevas com a missão de corromper a todos e depois entregá-los para seu senhor (Sauron);

03) Lorde Storm é um vampiro (afinal de contas, ele nunca foi visto à luz do sol);

04) Antigamente, Lorde Storm era o mais puro e correto paladino de sua Ordem. Mas, por razões desconhecidas, ele traiu e assassinou seus parceiros; destruiu sua Ordem e voltou-se para o mal;

05) Canções antigas falam de um certo paladino de armadura negra que causou um cataclisma e foi amaldiçoado a existir como um morto vivo para sempre. Essas canções têm mais de 450 anos;

06) Lorde Storm pode paralisar qualquer um com seu olhar;

07) O filho de Lorde Storm está procurando-o com a intenção de matá-lo. Ao que parece, Storm matou alguns amigos seus. O nome do rapaz é algo parecido com "Viajante do Céu" ou "Aquele que Anda pelo Céu";

08) Lorde Storm possui a espada mais poderosa deste mundo - capaz de cortar metal e pedra como se fosse manteiga! Nas mãos do "Paladino Negro", ela nunca errou o alvo;

09) Lorde Storm é o avatar de um antigo Deus dos Ladrões e Assassinos;

10) Na verdade, existe uma "Raça" inteira de criaturas como Lorde Storm. Ele seria apenas um tipo de "enviado" com a missão de conhecer nossas fraquezas; e depois viriam para a conquista de toda a Terra-média;

11) Lorde Storm tem terríveis poderes mentais, além daqueles conhecidos pelos mais sábios;

12) Lorde Storm é um dragão disfarçado (jogue 1d6 para escolher sua cor: 01) negro; 02) verde; 03) vermelho; 04) das profundezas; 05) das sombras; 06) feito de ossos).

Bri jamais fora assolada por crimes "de verdade"; e os relatos de Braveheart acerca da luta contra seu arqui-inimigo tornaram-se cada vez mais elaborados e emocionantes!

Athos sabe que, cedo ou tarde, sua pequena "farsa" será desmascarada...

Mas ele não se importa!

Apenas repete uma antiga expressão sulista: "Hakuna Matata"...


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